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Alzheimer também pode afetar pessoas mais jovens e exige atenção aos sinais
A doença de Alzheimer é mais comum após os 65 anos, mas isso não significa que pessoas mais jovens estejam totalmente livres do risco. Existe o chamado Alzheimer de início precoce, que pode surgir antes dos 60 anos e, em casos raros, até antes dos 50 anos.
Nas faixas etárias mais jovens, os sintomas podem se manifestar de forma diferente do padrão mais conhecido. Além das falhas de memória, podem surgir dificuldade de concentração, problemas no desempenho no trabalho, alterações na capacidade de planejamento, desorganização e mudanças de comportamento. Muitas vezes, esses sinais são confundidos com estresse, ansiedade ou depressão, o que pode atrasar a busca por avaliação médica.
Para o médico geriatra Fábio Pavan, nos casos que afetam pessoas mais jovens pode haver maior influência genética, especialmente quando existe histórico familiar da doença. Por isso, antecedentes na família merecem atenção redobrada e acompanhamento adequado. Ele reforça que a idade não deve ser um fator para descartar a investigação. “Memória não tem prazo para ser avaliada”, destaca.
Segundo Pavan, o diagnóstico precoce é fundamental. Embora o Alzheimer ainda não tenha cura, o tratamento pode ajudar a retardar a progressão dos sintomas, preservar a autonomia por mais tempo e proporcionar melhor qualidade de vida. Além disso, permite que o paciente e a família organizem o acompanhamento, adaptem a rotina e planejem o futuro com mais segurança e dignidade.
Foto Divulgação e texto Giovane Weber/FW Comunicação
